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Qual é a melhor avaliação funcional?

Quando os profissionais da área da saúde recebem novos clientes a recomendação é sempre a mesma: realizar uma anamnese, uma avaliação funcional e/ou antropométrica para conhecer as necessidades e objetivos dos nossos alunos.

Agora vamos focar nas avaliações funcionais. Existem diferentes escolas que possuem métodos distintos para avaliar como o paciente se move. Será que estes métodos utilizam testes que realmente têm influência na vida real de seus clientes? Será estamos apenas melhorando a qualidade nos testes aplicados ao invés de melhorar a função? Por que foram escolhidos estes movimentos para serem testados?

Questionando isso e procurando incentivar o senso crítico dos nossos leitores, a DoFit trouxe um artigo do Gray Institute que fará você pensar muito sobre este assunto.

Texto adaptado de Dr. David Tiberio e Doug Gray: 

Em meados dos anos 90, o Dr. Gary Gray, e mais de 80 profissionais do movimento, – chamados de “Team Reaction” se reuniram para compilar um livro intitulado “Perfil Funcional Total do Corpo”. O objetivo da Reação em Cadeia era aumentar a função dos outros serem capazes para função teste. 

Neste livro, o dr. Gary Gray escreve uma história: “Perto da esquina da casa de Pooh (no jardim da frente em um dia ensolarado) “:

Pooh: Oh, não! Por que estou sentado neste toco de árvore tentando fazer minha perna ficar direita com o Leitão pendurado no meu tornozelo?

Corujão: Assim, Abel e eu podemos calcular o quão forte é a sua perna.

Abel: Levantar o Leitão vinte vezes significa que você tem uma perna forte para um urso.

Leitão: É difícil aguentar, espero não cair quando você acelerar o movimento da perna.

Bisonho: Isso tudo parece muito chato para mim.

Pooh: Mas não é isso que a perna de um Ursinho Pooh faz.

Corujão: E o que, posso perguntar, você quer dizer com isso?

Pooh: Bem, a perna de um Ursinho Pooh gosta de se equilibrar enquanto pega um pote de mel, gosta de se agachar para jogar varas com Leitão, gosta de dar um passo para trás durante o cabo de guerra com o Bisonho, gosta de subir os degraus da árvore para visitar o Corujão, gosta de pular toras na floresta com Tigrão, e gosta de jogar jogos de lúpulo com o Abel.

Tigrão: Oh, obrigado, Pooh. Eu gosto de pular com você também … é isso que os tigres fazem melhor, você sabe.

Corujão: Talvez se Leitão soltar o seu tornozelo e você levantar desse toco, podemos ver o que a perna de um Ursinho Pooh pode fazer.

Abel: Mas não haverá nada para calcular, nada para contar, nada para o tempo, nada para medir.

Pooh: Parece que se você deixar minha perna fazer o que gosta, você pode medir enquanto ela faz o que gosta.

Tigrão: Você quer dizer como pular comigo, pulando com o Abel, puxando o Bisonho e agachando com o Leitão?

Bisonho: Todo mundo está sempre puxando o meu rabo.

Pooh: E especialmente se equilibrar enquanto procura por um pote de mel … apenas pensar nisso tudo já deixa muito faminto, de fato.

Corujão: Talvez haja uma maneira de medir todas as coisas que sua perna gosta de fazer. Eu realmente gosto quando você sobe os degraus na árvore para me visitar… talvez da próxima vez nós poderíamos contar os passos.

Abel: Eu gostaria de ver quão longe e quão rápido podemos pular juntos… É isso que nós fazemos melhor, você sabe

Bisonho: Eu aposto que você vai querer ir o mais longe possível para ver o quão longe você pode me puxar pelo rabo.

Pooh: Eu me pergunto quanto tempo posso me equilibrar e até onde posso alcançar um pote de mel?

Abel: Parece que serão muitas coisas para medir já que vamos medir todas as coisas que a pena de um ursinho Pooh gosta de fazer.

Leitão: Mas o que eu vou fazer agora que não estou pendurado no tornozelo do Ursinho Pooh?

Pooh: Oh, Leitão, agora você pode segurar a mão do Ursinho Pooh e do resto dos seus amigos e participar de toda a diversão!

Brilhante, Ursinho Pooh, simplesmente brilhante … Teste a função com a função – o que o corpo gosta de fazer e faz. Em outras palavras, ligue os proprioceptores autenticamente de maneiras que eles ativam em função, na vida real.

Nesta série do Gray Institute sobre propriocepção, as propriedades particulares dos mecanorreceptores individuais (terminações nervosas) forneceram insights sobre suas contribuições específicas. A informação neuro-perceptiva combinada, cria a propriocepção que inclui o segmento do membro, a posição do corpo inteiro e as mudanças criadas pelo movimento. Alguns dos proprioceptores são nomeados pelos pesquisadores que os descobriram (Ruffini, Pacini), outros pela sua localização anatômica (Fuso Muscular, Órgão do Tendão de Golgi), e outros ainda pela estrutura da extremidade terminal (Nervo Livre Encapsulado). Recentemente, com novos achados de pesquisa, a tendência mudou para se concentrar em “Tipos” baseados principalmente na anatomia da terminação nervosa terminal.

Com a descoberta do mesmo “Tipo” terminando em diferentes tecidos, sugere-se que a informação proprioceptiva será influenciada pela localização anatômica. Aparentemente, o mesmo final em tecidos diferentes fornecerá informações diferentes sobre a posição e o movimento das partes do corpo. Van der Wali afirma: “A atividade e o papel de um mecanorreceptor são definidos não somente por suas propriedades funcionais, mas também por seu ambiente arquitetônico”.

Sistema fascial 

O sistema fascial do corpo é uma incrível rede de tecido conjuntivo. Alguns especialistas consideram a fáscia um subconjunto de um grupo maior de tecidos conjuntivos. Sem nenhuma surpresa, existe discordância sobre a definição de fáscia, assim como pelo modo de categorização dos tipos e camadas primárias. Por esse motivo, pode ser benéfico ter uma visão mais simples, também prática, dos papeis estruturais e informacionais da fáscia como um sistema.

A fáscia é envolvida e formada por músculos e outros órgãos, se separando ao se conectar – separação conectada. A fáscia tem eficiente poder de absorção e retorna força ao sistema de movimento. Podemos dizer que, por causa da fáscia, “tudo está conectado”. As conexões estruturais permitem que a atividade em um tecido seja “comunicada” a outras regiões através dos elos de colágeno, mas isso também ocorre através da dinâmica dos fluidos. Entender o impacto dessas “conexões” físicas pode levar muitos anos.

No entanto, podem ser as terminações nervosas encontradas na fáscia os elementos que desempenham um papel essencial na produção de movimentos coordenados de todas as partes do corpo. Os corpúsculos de Ruffini, os corpúsculos de Pacini e as terminações nervosas livres (Tipo I, II, III) foram identificadas em diferentes seções da fáscia em animais e, em proporção menor, também em estudos com humanos. Esses mecanorreceptores podem entregar informações diferentes na fáscia quando comparado com as mesmas terminações em outros tecidos. A deformação, primariamente através da tensão tridimensional, cria a descarga do receptor durante o movimento, mas provavelmente existe descarga em repouso que indicaria a posição estática do corpo. Por causa da conexão física, os mecanorreceptores na fáscia poderiam criar conexões neuro-perceptivas no corpo inteiro.

Van der Wal segue dizendo que “é a arquitetura do tecido conectivo fascial em relação aos componentes do tecido muscular e aos elementos esqueléticos que desempenham um papel importante na codificação das informações proprioceptivas que são fornecidas.” No Gray Institute, apontaríamos que o movimento é específico da tarefa e dependente da situação. Como se a informação gerada pelos diferentes proprioceptores dependesse da posição inicial do corpo que altera a arquitetura da fáscia (situação) e do movimento que está sendo executado (tarefa).

Apesar do nosso entendimento, menos que excelente sobre a fáscia, e suas terminações nervosas, não podem existir dúvidas de que o corpo deve ter um sistema fascial que tenha mobilidade/extensibilidade total. Restrições de inatividade, lesão, cirurgia, nutrição ou outras doenças tem o potencial limitador do movimento, mas são ainda mais propensas a alterar as informações aferentes necessárias para a propriocepção. Isso tornará a criação de sinergias musculares mais complexas e menos eficientes. Todos os praticantes de movimento precisam estar “munidos” com um grupo de testes de movimento global que solicitam simultaneamente o movimento através de todo o corpo em três planos de movimento.

Então, quem se importa, por que essa informação é tão importante? O Gray Institute salientou muitas frases, incluindo a seguinte afirmativa: “O movimento liga os proprioceptores, os proprioceptores ligam os músculos e os músculos controlam o movimento.” O movimento adequado (funcional) é fundamental, e é por isso que o 3DMAPS® (3D Movement Analysis & Performance System) é tão essencial para qualquer avaliação e progressão/programa. (Sistema de avaliação utilizado no Gray Institute)

O sistema de análise e desempenho de movimento em 3D (3DMAPS®) é uma ferramenta eficiente para coletar informações sobre pacientes/clientes. No Gray Institute, o objetivo é expandir a esfera tridimensional de sucesso do indivíduo (paciente/cliente). No sistema de desempenho do 3DMAPS®, essa estratégia esférica ganha vida usando as posições de agachamento e fixação combinadas com os acionadores de braço para criar uma esfera de movimento tridimensional fluente. (Leia mais em https://www.grayinstitute.com/courses/maps.)

A progressão acima, enquanto uma (1) de muitas no sistema de desempenho, valida a importância da ativação autêntica dos proprioceptores – de maneiras semelhantes à vida real. Isso leva em conta a tridimensionalidade do corpo, a relação com a posição e a gravidade e o uso de condutores reais (pés, mãos, olhos, pélvis) para criar a Reação em Cadeia. Tudo isso decorre dos seis (6) movimentos da reação em cadeia – tanto para mobilidade quanto para estabilidade – para avaliar e progredir todo o corpo de maneiras naturais… de uma forma que o Ursinho Pooh iria gostar se sentindo engajado, encorajado e empoderado!

Nota DoFit: Não existe uma única avaliação funcional melhor para todas as pessoas. O que determinará o sucesso de um treinamento é a continuidade do processo. Cada pessoa pode ser avaliada de uma forma diferente. Você pode até criar o seu método de avaliação, apenas não pode esquecer de avaliar o que realmente seu cliente precisa e tratar ele como único, afinal é isso mesmo que ele é.

 Quer saber mais sobre treinamento físico? Dá uma olhadas nesses artigos: Treino feminino, A alfabetização do movimento e Quadril: a engrenagem que conduz o corpo

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